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Os Meus Poemas 2

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*Guitarra de todos nós* 

A Guitarra Portuguesa
Tem a beleza dum coração
Nas cordas tem poesia
Tem fantasia, tem emoção

Quando a saudade acontece
Logo aparece um fado novo
A Guitarra Portuguesa
Tem a nobreza na voz do povo

A Guitarra tem a côr
E o calor dum bom sorriso
Tem segredos tem ciúmes
E tem perfumes de paraíso

Quando a Guitarra se exprime
É sublime seu ritual
Guitarra de todos nós
A tua voz, é Portugal

Gravado por ROSINA ANDRADE - Fado Jaime Santos

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*Este dom*

Este dom que Deus me deu... Vou reparti-lo por vós
Sendo meu, não é só meu... É alma de todos nós
Este dom que Deus me deu

Neste meu peito fadista... Bate um coração de povo
Pela sede de conquista.... Gravei um poema novo
Neste meu peito fadista

Vou pelas ruas do fado... Procurar um sol melhor
Mesmo sonhando acordado... Se quero ser sonhador
Vou pelas ruas do fado

Ao compasso da saudade... Canto o que alguém escreveu
P'ra ser feliz, não é tarde... Pois tenho por felicidade
Este dom que Deus me deu

Geneve,24 de Março de 2006

Estas quintilhas foram escritas em exclusivo para o meu grande amigo * Lúcio Bamond *

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*A janela da cidade*

Abri a minha janela / Protectora
Quando o dia despertou / Cheio de calma
E vi a imagem bela / Sedutora
Da cidade a que me dou / De corpo e alma

Vi um bando de pardais / Frutos do povo
Brincando inocentemente / Sem maldade
E senti nos roseirais / Do mundo novo
Um aroma diferente / E sem idade

Vi o sol da esperança / E do futuro
Banhar a realidade / Duma vida
Vi um rosto de criança / Meigo e puro
Desenhar felicidade / Merecida

Quando a lua apareceu / Brilhantemente
Bonita, formosa e bela / E sedutora
A cidade adormeceu / Naturalmente
Então fechei a janela / Sonhadora

* Julho 1998 *

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* Três jóias da coroa da amizade *
Angelo Jorge ... Manuel Angelo ... Sérgio Marques

*É bom ter amigos*

Ainda tenho alguns amigos... Daqueles de quem se gosta
Embora conserve o sonho... De fazer mais amizade
Mas também tenho inimigos... Que riem nas minhas costas
São os tais a quem eu ponho... Alcunhas de falsidade

É muito bom
Quando se tem companheiros
É muito bom
Ter a quem contar segredos
Porém na vida
Os amigos verdadeiros
São tão escassos
Que se contam pelos dedos

Trago ainda na lembrança... Coisas que o tempo me deu
Porque os frutos com sabor... Vou conservando comigo
Fui menino, fui criança... Fui sonho que já cresceu
E hoje dou mais sabor... Ao abraço dum amigo

* Julho 1999 *

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*Carta a um presidiário*

Mais um ano já passado... Mais uma etapa cumprida
O teu percurso de vida.. Está já, menos pesado

O mau tempo vai passar
E trará tranquilidade
Brevemente irá brilhar
A luz da felicidade

O enorme sofrimento... Que te queima o coração
Terminará no momento... Da tua libertação

Construirás novamente
Uma vida interrompida
Enterrando para sempre
Os infortúnios da vida

Terás sempre ao teu dispor... A mão de quem te quer bem
Terás a luz do amor... No brilho que o amor tem

Mas enquanto não chegar
O momento desejado
Só te resta suportar
Com fé e resignado

Entretanto vai sonhando... P´ra aliviar a tristeza
Enquanto vais suportando... Essa cruz que tanto pesa
 
Nesta data especial
Põe teu coração contente
Não te esqueças que afinal
Tens a vida pela frente

Que neste dia feliz... A luz do sol te procure
Sabes bem que o povo diz... Não há mal que sempre dure

Que o sol da felicidade
Dê mais brilho á tua idade!

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Setembro 

Setembro tem encantos de luar
E tem mais movimento e mais calor
Setembro tem até para me dar
Um dia, em que o céu muda de côr

Setembro tem aromas de prazer
Que dão outro perfume à minha idade
E tem a côr dum lindo amanhecer
Que brilha, com maior intensidade

Setembro tem um verso bem amado
Escrito p'lo fulgor dum só poema
Não há nada melhor que a voz do fado
P'ra dar mais realidade a este tema

Setembro tem o mundo à sua frente
E tem a felicidade à sua espera
Setembro tem um brilho diferente
Setembro para mim é primavera

MARTA, Setembro de todos os anos*

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Bola de neve

Fiz uma bola de neve
Que sendo discreta e leve
Não passou despercebida;
Embora pouco formosa
Tornou-se mais valiosa
Porque entrou na minha vida

Rolou pelo meu destino
E do meu sonho menino
Fez um sonho mais real;
Transformou-se por magia
E para minha alegria
Fez-se bola de cristal

O tempo foi avançando
E a bola lá foi rolando
Com enorme precisão
E quando a lei da mudança
Me fez perder a esperança
Fez-se bola de sabão

Nesta passagem fugaz
P'la vida, que só nos traz
Sufocos de maré-cheia
Peguei na bola neve
E com o ânimo leve
Fiz um castelo de areia

Gravado por Nelson Duarte
*Fado Zé Negro*

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Se te não vejo

Não há gaivotas no céu da minha cidade
Não há luar nas noites da minha dor
Não há poemas no meu livro de saudade
Se te não vejo, a vida já não tem côr

Não há sorrisos no rosto da madrugada
Não há segredos no brilho da primavera
Não há promessas numa jura apaixonada
Se te não vejo, a minh´alma desespera

Não há flores no jardim do desalento
Não há fronteiras nas margens do meu país
Não há aromas no peito do sentimento
Se te não vejo, não consigo ser feliz

Não há sequer uma nuvem de desejo
No firmamento do teu rosto iluminado
Tu não me dás a intensidade do teu beijo
Se te não vejo, sou alma triste dum fado

Gravado por Nelson Duarte

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Suspiros na voz

Na minha alma fadista / Verdadeira
Ao serviço deste povo / Sem idade
Há sempre um poema novo / De saudade
Á procura de conquista / Mensageira

Há também na minha alma / Incandescente
Traços dum amor cansado / Redentor
E a saudade não se acalma / Fácilmente
Se o meu verso é mais fado / E mais amor

Oiço soluços de dôr / Amargurada
No vento que sopra forte / E sem demora
Talvez seja um grande amor / Desfeito em nada
Suspirando a pouca sorte / Desta hora

Este fado feito prece / Que vos canto
Põe-me suspiros na voz / Acontecida
Quando a saudade acontece / Ao som do pranto
Há fado dento de nós / P'ra toda a vida

Gravado por Mariana Correia
Fado menor-versículo

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Bendito amor

Bendita seja a luz desta cegueira
Que não me deixa ver-te tão distante
Bendito seja o sol desta canseira
Que faz desta saudade uma constante

Bendita seja a dôr que me consome
E dá voz ao meu verso magoado
Bendita seja a graça do teu nome
Que dá novos motivos ao meu fado

Bendita seja a côr da solidão
Que tenho, muito embora não a queira
Bendito seja o fogo da paixão
Que arde, até á chama derradeira

Bendito sejas tu, porque te quero

Bendita seja eu, porque me dou
Meu fado, é um poema que venero
Teu fado, é uma luz que me cegou

Gravado por Mariana Correia

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Procura-me num fado

No dia em que tiveres saudades minhas Eleva o teu olhar até aos céus
Verás no ondular das andorinhas
Desenhos que não fiz mas que são meus

Verás o meu olhar apaixonado
No brilho duma estrela incandescente
Verás também, um rosto iluminado
No choro duma nuvem diferente

Depois verás um sol entristecido
Sofrendo a desventura duma hora
E mesmo num poema sem sentido
Verás a solidão que me devora

O nome que darei ao teu amor
Decerto rimará dôr com pecado
No dia em que a saudade for maior
Procura a minha voz na voz dum fado

* Agosto 2002 *

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Amor poético

Na hora de ser poeta
Tenho a força do desejo
Na essência do meu verso;
E com a alma liberta
Invento o sabor do beijo

E sou poema disperso
As palavras são meu guia
E até o ar que respiro
É na mente o meu clarão
Assim que termina o dia
Sou então o que prefiro

Sou tempo d´inspiração
Invento amor p´ra te dar
E se canto para ti
Sou trovador inventado
Fito em ti, o meu olhar
E se teu rosto sorri
Sou amor recompensado

Dou mais voz à minha voz
E dou-te versos nascidos
Do meu amor sem idade
Canto por nós e p'ra nós
E os nossos cinco sentidos
Fazem nossa felicidade

Gravado por José Fernandes
* Fado Pedro Rodrigues *

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O meu leilão 

Vou tentar fazer leilão
Da minha saudade atroz
Vou vender meu coração
Que me magoa na voz

Tenho sonhos doloridos
Marcando a minha paixão
Até dos próprios sentidos
Vou tentar fazer leilão

Não tenho força p´ra dar-me
Ao sonho que vai veloz
Agora vou separar-me
Da minha saudade atroz

Não quero amor magoado
P'ra não perder a razão
Com o peito destroçado
Vou vender meu coração

Eu e a dôr que me consome
Enfim, ficaremos sós
Vou esquecer o teu nome
Que me magoa na voz

Gravado por JOAQUIM MACEDO
Musica de Manuel Reis

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Bendito sonho

Deixa-me sonhar contigo / Minha flor
Porque te quero beijar / Secretamente
Mesmo que seja castigo / Meu amor
Contigo quero sonhar / Serenamente

Deixa-me sentir o fogo / Penetrante
Dos beijos que me darás / Durante o sono
Mesmo que as regras do jogo / Alucinante
Castiguem minhas manhãs / Com abandono

Deixa-me sentir a dor / E o desespero
De ficar muito mais triste / Ao acordar
Se nos sonhos tenho o amor / Que tanto quero
Ainda bem que o sonho existe / P´ra te amar

Tal como diz o poeta / Trovador
Com a alma engrandecida / Pela fama
O sonho na hora certa / Meu amor
Dá encantamento á vida / De quem ama

Entregue a: Filomeno Silva

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Esta maldita saudade

Calarei o meu amor
Calarei o meu desejo
E sufocarei a dor
De te não roubar um beijo

Calarei o pensamento
Que quer soltar a memória
P´ra que nem o próprio vento
Conheça tão linda história

Calarei a minha boca
Que teima em gritar teu nome
Sempre que minh´alma louca
Sente por ti, louca fome

Farei tudo o que puder
P´la tua felicidade
Só não consigo conter
Esta maldita saudade

Gravado por *SANDRA CRISTINA*

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*Minha guitarra* 

Oh minha guitarra oca
Põe-me na boca, o teu sabor
Ensina-me fado novo
Com cheiro a povo, povo sem dor...
Quero a tua melodia
Feita magia, feita saudade
Dá-me teu gemer amigo
E vem comigo, cantar verdade

Vamos viver horas calmas
P'ra nossas almas alimentar
O fado é o pão da vida
E a dor sentida, vai melhorar...
Vamos musicar poemas
Feitos de temas, de tradição
Oh minha guitarra oca
Põe-me na boca, teu coração

Gravado por José Fernandes ... Fado Jaime Santos

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JOSÉ FERNANDES CASTRO
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